O homem apontado como autor do assalto violento contra uma cozinheira de um drive-in no bairro Capão Raso, em Curitiba, morreu na madrugada desta terça-feira (28) após um confronto com equipes da ROTAM do 13º Batalhão da Polícia Militar.
O caso ganhou grande repercussão depois que imagens das câmeras de segurança mostraram a vítima sendo brutalmente agredida com socos e coronhadas durante o roubo. Mesmo após anunciar o assalto, o criminoso continuou espancando a trabalhadora, causando revolta nas redes sociais.
Segundo informações da Polícia Militar, equipes da ROTAM localizaram um homem com características compatíveis às do suspeito. Durante a tentativa de abordagem, ele fugiu para uma área de mata e, de acordo com a versão apresentada pela corporação, sacou uma arma de fogo e atirou contra os policiais. Houve o confronto e o suspeito morreu no local. A identidade oficial ainda passava por confirmação pelas autoridades no momento das primeiras informações.
As investigações prosseguem para localizar o segundo envolvido no assalto.
Comentário do Delegado Fernando Francischini
“Quem agride uma trabalhadora de forma tão cruel para roubar demonstra completo desprezo pela vida humana. A sociedade não pode ser refém de criminosos violentos que aterrorizam famílias e trabalhadores.
Parabenizo a atuação rápida e firme da Polícia Militar, que retirou de circulação um indivíduo apontado como responsável por um crime que chocou Curitiba. Policiais saem todos os dias de casa sem saber se voltarão para proteger pessoas de bem.
Esse caso também reforça a necessidade de endurecer a legislação contra criminosos reincidentes. Não podemos continuar permitindo que indivíduos com extensa ficha criminal permaneçam nas ruas colocando vidas em risco.
Defendo medidas mais rigorosas contra o crime organizado e contra criminosos violentos, como o enquadramento de roubos praticados com violência como crimes hediondos e um regime de exceção para integrantes de organizações criminosas e reincidentes em crimes graves. O cidadão de bem precisa voltar a ter a certeza de que a lei protege a vítima, e não o criminoso.”


