Fernando Francischini

Ataque a tiros deixa dois mortos e três feridos em Campo Mourão; principal suspeito é adolescente de 15 anos

Um ataque a tiros registrado na noite de sexta-feira (17), em uma conveniência de Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná, deixou duas pessoas mortas e outras três feridas. O principal suspeito do crime é um adolescente de 15 anos, que segue sendo procurado pelas forças de segurança.

De acordo com a Polícia Civil, o atirador chegou ao estabelecimento e efetuou diversos disparos contra as pessoas que estavam no local. As vítimas fatais morreram ainda na cena do crime. Entre os feridos, um permanece em estado grave.

As investigações apontam que o alvo dos disparos seria uma mulher de 40 anos, mas a motivação do atentado ainda está sendo apurada. Imagens de câmeras de segurança registraram toda a ação e devem auxiliar na identificação da dinâmica do crime.

Durante as diligências, a Polícia Civil prendeu a mãe e a namorada do adolescente, suspeitas de prestarem auxílio à fuga do investigado. O adolescente continua foragido, e as buscas seguem em andamento.

O caso repercutiu nacionalmente e reacendeu o debate sobre a responsabilização de adolescentes envolvidos em crimes violentos, tema que frequentemente volta à discussão após episódios de grande repercussão envolvendo menores de idade.

Delegado Francischini defende redução da maioridade penal

Ao comentar o caso, o Delegado Francischini afirmou que episódios como o de Campo Mourão demonstram a necessidade de rever a legislação brasileira.

“Mais duas famílias foram destruídas pela violência. Enquanto as vítimas recebem uma sentença perpétua de saudade, o autor do crime terá um tratamento jurídico diferente por ter apenas 15 anos. Quem tem consciência para pegar uma arma, executar pessoas e aterrorizar uma cidade precisa responder pelos seus atos de forma proporcional à gravidade do crime. A redução da maioridade penal para crimes hediondos deixou de ser uma discussão ideológica. É uma medida necessária para proteger a sociedade. O Brasil precisa escolher se continuará protegendo criminosos ou as famílias de bem.”