Fernando Francischini
Homem atropela e arrasta ex por mais de 1 km

Mutilada, mulher perde as duas pernas após ser arrastada pelo carro do ex

Um crime brutal exige resposta à altura!
Na manhã do último sábado (29/11), um ato de violência extrema chocou São Paulo e todo o país. A vítima, Taynara Souza Santos, de 31 anos e mãe de duas crianças, foi brutalmente atropelada e arrastada por mais de 1 quilômetro por um carro conduzido pelo ex, Douglas Alves da Silva, na Marginal Tietê.

Testemunhas e imagens de câmeras de segurança confirmam que, após uma discussão motivada por ciúmes, o agressor acelerou o veículo e atropelou a vítima, que ficou presa sob o carro e foi arrastada pelo asfalto. O veículo só parou perto de um posto de gasolina, depois de percorrer uma distância grande.

Como consequência da brutalidade do crime, Taynara teve as duas pernas amputadas e ainda está internada em estado grave num hospital da capital paulista.
O autor do ataque, Douglas Alves da Silva, de 26 anos, foi preso no domingo (30/11), em um hotel na Zona Leste de São Paulo, depois de entrar em confronto e trocar tiros com a polícia. Ele vai responder por tentativa de feminicídio, resistência e lesão corporal. Imagine ser arrastada por mais de 1 km presa a um carro.

Como especialista em segurança pública eu sei muito bem que estamos falando de um caso de crueldade. Não foi um acidente ou uma tragédia, a vítima foi intencionalmente atingida e arrastada por um carro por mais de 1 km. A brutalidade do ato e o sofrimento infligido apontam para uma ação deliberada de destruição da vida alheia.

Se crimes dessa gravidade continuarem sendo tratados como um “simples homicídio”, “lesão corporal gravíssima” ou “tentativa de homicídio”, será impossível deter o ciclo de violência. A sensação de impunidade estimula novos casos de agressão, tortura e morte.

Esses crimes precisam ser equiparados a crimes hediondos. A natureza hedionda serviria para garantir penas mais longas e duras, sem possibilidade de progressão fácil ou benefícios para o agressor. Quando o estado pune de forma exemplar um crime hediondo, fica um recado para claro para a criminalidade de quem ousa ceifar, mutilar ou destruir a vida de uma mulher: casos como esse serão tratados com todo o peso da lei. Além disso, penas exemplares protegem outras vítimas em potencial, desencorajam atos de violência.

A sociedade brasileira não pode mais tolerar esse tipo de barbárie contra mulheres que tentam viver, trabalhar, cuidar dos filhos e ao mesmo tempo precisam lutar pela própria sobrevivência. Que a dor de Taynara não termine em mais um número nas estatísticas. Que este caso seja exemplo para endurecer leis, acelerar punições e garantir justiça de verdade. Estado de direito e respeito à vida exigem que crimes de feminicídio com tamanha crueldade deixem de ser tratados com leveza.