Fernando Francischini
Ex mata esposa em frente aos filhos

Crime hediondo: homem mata ex-esposa em frente aos filhos

Na noite da última terça-feira, no bairro Jardim Campo Alegre, aqui na região da Cidade  Industrial  de  Curitiba (CIC), mais uma mulher foi brutalmente assassinada por não aceitar o fim de um relacionamento. A vítima, de 46 anos, estava em sua própria panificadora — um local de trabalho, de sustento, quando o ex-marido, de 59 anos, invadiu o estabelecimento e a golpeou com quinze facadas, em frente aos familiares e clientes. Ele também agrediu os filhos que tentaram defender a mãe. A mulher já tinha buscado ajuda da Justiça e solicitou uma medida protetiva contra esse homem. Mas isso não foi o suficiente e o crime brutal aconteceu.

Como agente da segurança pública, convicto de que a ordem e a autoridade devem prevalecer, faço um registro simples mas imperativo: feminicídio é um crime hediondo. O agressor não suportou que o vínculo fosse rompido, desconsiderou a vida alheia, desafiou o aparato de proteção à vítima e mostrou, em cada golpe de faca, que não tem medo da condenação.

E é justamente nessa prática punitiva que recai o golpe mais grave contra a sociedade. Mesmo quando o Estado age, investiga e leva o agressor ao banco dos réus, a pena imposta a crimes como esse continua sendo chocantemente branda frente à gravidade do ato. A sensação que fica é a de que matar uma mulher gera menos temor social, menos repulsa institucional do que deveria. Como ex delegado da Polícia Federal, vejo com preocupação que até quando se confirma o feminicídio, a sentença, as condições de cumprimento das penas são insuficientes para cumprir o propósito: proteger futuras vítimas, coibir replicações, reafirmar a violência. Se a punição forte fosse regra talvez os assassinos pensassem duas vezes antes de praticar o crime. Mas permanece a regra que o criminoso “cumpre pena mínima”, “sai em regalias”, “tem direito a progressão rápida” e a “quatro saidinhas da cadeia por ano”.

Ou seja, este caso — e tantos outros — exige que as autoridades, o Judiciário, e especialmente a sociedade brasileira repensem não apenas o enquadramento legal, mas a prática real de aplicação da lei. O horror do crime foi completo; a resposta estatal não pode continuar sendo incompleta e tímida. A condenação frouxa para feminicídio não serve de advertência — serve de incentivo. E para nós que zelamos pela ordem, pela segurança pública e pela justiça concreta, isso é absolutamente inaceitável.

Vocês concordam? Entrem
Em contato comigo pelos meus canais de comunicação! Vamos conversar sobre segurança pública. Não podemos mais admitir que tantas famílias sejam destruídas no nosso país!