Fernando Francischini
Foto: Flickr Jeso Carneiro

Suzane von Richthofen causa tumulto em delegacia de São Paulo

Nos últimos dias, um episódio provocou revolta nas redes e nas ruas: Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato bárbaro dos próprios pais, um crime que chocou o Brasil, voltou a ser notícia. Ela causou um tumulto em uma delegacia de São Paulo ao tentar liberar o corpo do próprio tio, que morreu de forma considerada suspeita.

Nós precisamos discutir sem hipocrisia a legislação penal brasileira. Precisamos falar sobre como o sistema penal trata os crimes hediondos no Brasil.

Suzane foi condenada por um dos crimes mais brutais da história criminal: planejou e mandou matar seus pais com golpes a pauladas, motivada por dinheiro e ambição. Duplo homicídio triplamente qualificado, classificado como crime hediondo.

E, ainda assim, após cumprir parte da pena, obteve progressão para regime aberto e liberdade provisória. Medida prevista em lei, mas questionável quando falamos sobre uma criminosa que praticou um crime hediondo contra os próprios pais.

Quem comete crime hediondo não pode ter direito à liberdade provisória, precisamos vetar o direito às saidinhas, vetar a progressão automática de regime e limitar benefícios penais para assassinos confessos, especialmente daqueles que tiraram vidas de forma planejada e cruel. Criminosos assim não podem ter direito à privilégios. Esses bandidos saem das cadeias e cometem novos crimes… É isso que assistimos diariamente nos noticiários.

Além disso, quando um condenado por assassinato brutal, como no caso de Ser sabe Von Richthofen, ganha facilidades no cumprimento de pena, isso passa uma mensagem perigosa à sociedade: o crime, às vezes, compensa!

E mais: episódios como o recente na delegacia com Suzane tentando avançar em trâmites legais enquanto polícia e população observam com incredulidade, alimentam narrativas de impunidade e desconfiança nas instituições.

Tolerância Zero

A Tolerância Zero que buscamos aqui não é clamor por vingança, mas por coerência entre a gravidade do crime e a resposta penal do Estado. Quando falamos em endurecer penas, não falamos de arbitrariedade, falamos de justiça, de respeito às vítimas, e de segurança para toda a sociedade.

O Brasil não pode continuar a permitir que crimes hediondos sejam tratados com leveza, como se apelos legais ou brechas legislativas apagassem o impacto social e humano dessas tragédias.

É hora de repensar com coragem a forma como punimos os piores crimes. Uma sociedade verdadeiramente civilizada não negocia com a brutalidade, e tampouco se refrata diante dela.

Estamos de olho e exigimos justiça de verdade.

Me procure nas redes sociais e fale comigo no WhatsApp. Vamos discutir mais sobre a segurança no Brasil! É Tolerância Zero contra um crime!