Fernando Francischini
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Criança adotada é proibida de abrir a geladeira em Laranjeiras do Sul

Hoje nós vamos falar sobre um crime brutal, triste e comovente que aconteceu aqui no Paraná, foi em
Laranjeiras do Sul e que ganhou as manchetes nos últimos dias.

A história é a seguinte: um casal jovem adota uma criança. Mas não é amor que esse casal pretende dar a essa criança não. O que esses criminosos oferecem a ela é ódio e crueldade. Eles adotaram a criança para maltratá-la.

Esse menor passou a ser vítima de violência física e psicológica. A criança não podia abrir a geladeira da casa, passava horas e horas em um quarto escuro e chegou até a ser deixada para o lado de fora da residência, passando frio.

Hoje a vítima tem 11 anos e voltou ao acolhimento institucional. Mas Isso só aconteceu após um ação civil pública ter sido protocolada no Ministério Público do Paraná em resposta a uma denúncia do Conselho Tutelar. Foram anos de sofrimento e maus tratos cometidos pelos pais adotivos e também pelo filho mais velho do casal.

A ação determinou a destituição do poder familiar para que a criança pudesse voltar para um abrigo, um pedido de pensão alimentícia equivalente a 60% do valor de um salário-mínimo até que a vítima esteja capacitada profissionalmente e uma indenização de 30 mil reais.

Agora eu te pergunto: é só isso que vale o sofrimento de uma criança? E as consequências psicológicas que esse menor vai carregar pelo resto da vida! Então é assim, uma criança é maltratada e o agressor paga uma multa e segue livre por aí? E o resto da vida desse menor? Voltou para o abrigo e será que agora, aos 11 anos, esse pré-adolescente vai conseguir ser adotado por outra família.

Não podemos admitir que situações como a dessa criança sejam corrigidas com penas tão brandas. Violência contra crianças e adolescentes precisa ser tratada como crime hediondo.

Amanhã ou depois, o noticiário esquece esse caso e passa para outro. E enquanto os agressores seguem suas vidas normalmente, esse menor vai ter que conviver com o trauma para o resto da vida.

Vocês concordam comigo?

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